
O governador Mateus Simões (PSD) mantém o Rodoanel de Belo Horizonte como prioridade de seu governo, destacando que a obra pode salvar 50 vidas por ano.
Simões reafirmou a preservação dos mais de R$ 5 bilhões destinados à construção, somente avaliando a transferência de recursos para o metrô se o projeto rodoviário se tornar inviável.
A declaração veio após a expectativa do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6) de destravar o julgamento do projeto até o fim do ano, algo que já estava paralisado na Justiça devido a questionamentos de comunidades quilombolas da região.

Com a obra paralisada, a continuidade do projeto se torna um tema central, influenciando também as prioridades do governador eleito Cleitinho Azevedo (Republicanos).
Situação atual do Rodoanel de Belo Horizonte
O governador Mateus Simões (PSD) reafirma a relevância do Rodoanel de Belo Horizonte como uma prioridade de seu governo. Sua declaração surge em um momento em que a construção enfrenta desafios legais, especialmente com a intervenção da Federação das Comunidades Quilombolas do Estado de Minas Gerais, que apontou que as comunidades afetadas pelo projeto não foram devidamente consultadas durante o planejamento da obra. A expectativa é que o julgamento sobre esta questão seja apreciado ainda este ano pelo Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6).
A preocupação com o Rodoanel é central para o governador, que destacou que a conclusão desse projeto pode salvar 50 vidas por ano. O projeto, que já se arrasta em impasses, conta com uma proposta inicialmente aprovada em 2023, que previa aproximadamente 70 quilômetros de obras e um investimento de mais de R$ 5 bilhões.
Compromissos financeiros do governo com o projeto
O governo de Minas Gerais está comprometido em manter os recursos necessários para o andamento do Rodoanel de Belo Horizonte, com a expressão de que a transferência desses recursos para o metrô em Betim e Contagem só será considerada caso o projeto rodoviário se torne inviável. Simões deixou claro que, mesmo diante de outros investimentos, o Rodoanel permanece como a principal prioridade.
Embora a execução da obra esteja paralisada, a recuperação dos fundos designados para o projeto é essencial. Desse montante, cerca de R$ 2 bilhões são esperados a partir de uma concessionária, enquanto os demais R$ 3 bilhões seriam provenientes de um acordo de reparação relacionado à tragédia de Brumadinho.
Implicações da decisão do TRF-6
O TRF-6 busca resolver os impasses legais que afetam o Rodoanel de Belo Horizonte e já conversou com autoridades e comunidades impactadas. O desembargador Ricardo Machado Rabelo enfatizou a gravidade da situação, considerando-a urgentíssima. O andamento do processo judicial e a preservação dos recursos são cruciais não apenas para a continuidade do Rodoanel, mas também para as futuras prioridades do próximo governo estadual.
Essa situação problemática mostra a importância da justiça em equilibrar interesses sociais e a necessidade de infraestrutura, levantando questões sobre como assegurar que os direitos das comunidades afetadas sejam respeitados enquanto se busca o desenvolvimento regional.