Rodoanel de Belo Horizonte pode ser liberado ainda este ano

Rodoanel Belo Horizonte

O presidente do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6), desembargador Ricardo Machado Rabelo, visa destravar as obras do Rodoanel de Belo Horizonte até o final de 2026.

A negociação aposta na articulação entre o governo, comunidades quilombolas e demais partes envolvidas, visando sanar impasses judiciais que paralisam o projeto.

As obras estão suspensas em decorrência de um questionamento da Federação das Comunidades Quilombolas do Estado de Minas Gerais, que defende que as comunidades afetadas não foram adequadamente consultadas.

Rodoanel Belo Horizonte

O avanço do Rodoanel é considerado crucial para a economia local e para a melhoria do trânsito na região metropolitana de Belo Horizonte, segundo avaliações feitas por prefeitos e representantes do poder público.

A busca pela conciliação entre as partes

O presidente do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6), Ricardo Machado Rabelo, está empenhado em resolver o impasse que mantém as obras do Rodoanel Belo Horizonte paradas. Em uma entrevista, Rabelo expressou a urgência da situação, afirmando que a questão não é apenas grave, mas urgentíssima. Ele já se reuniu com os prefeitos das cidades afetadas e os governadores atual e eleito, sublinhando a necessidade de uma solução rápida e negociada.

O projeto do Rodoanel enfrenta um bloqueio judicial devido a questões levantadas pela Federação das Comunidades Quilombolas do Estado de Minas Gerais, que alegam não ter sido ouvidas adequadamente sobre o impacto das obras. O tribunal autorizou apenas a elaboração de projetos, enquanto a execução continua proibida até que um consenso seja alcançado.

Impactos da parada das obras no trânsito

A construção do Rodoanel Belo Horizonte é vista como uma solução essencial para aliviar o trânsito na região metropolitana. O desembargador Rabelo, que assumiu a presidência do TRF-6 em agosto, considera o destravamento desse projeto uma de suas prioridades. Ele acredita que o diálogo e a conciliação são os melhores caminhos para solucionar a questão, e pretende estabelecer um canal de conversa com as comunidades envolvidas, o governo e o Ministério Público Federal.

O desembargador enfatizou a importância de um acordo, mencionando sua experiência anterior na negociação de reparações relacionadas ao desastre de Mariana, onde liderou discussões sobre indenizações significativas. A expectativa é que, até dezembro, as partes consigam um entendimento que permita a retomada das obras do Rodoanel.

A experiência de Rabelo em negociações anteriores

O trabalho do desembargador Rabelo em Mariana serve como um modelo de como construir consensos em situações complexas. Ele conduziu mais de 130 reuniões para chegar a um acordo entre a União, os governos de Minas Gerais e do Espírito Santo, e as empresas envolvidas, o que resultou em um compromisso de aproximadamente R$ 170 bilhões em indenizações e ações reparatórias.

Rabelo acredita que a experiência adquirida naquele contexto pode ser aplicada na resolução do impasse do Rodoanel. Ele defende que são necessárias propostas criativas para agradar a todos os envolvidos e que a concili ação é o melhor caminho para situações estruturais como essa. Além disso, destacou que manter um diálogo contínuo é fundamental para encontrar uma saída viável e pacífica.





Enviar pelo WhatsApp compartilhe no WhatsApp