Cleitinho diz que Simões trava Rodoanel por falta de diálogo com quilombolas

Rodoanel de BH

Cleitinho Azevedo afirmou que Mateus Simões trava o Rodoanel de BH por falta de diálogo com comunidades quilombolas. O candidato ao governo de Minas Gerais disse que dinheiro não é o entrave.

Em evento na Fecomércio-MG, em Belo Horizonte, em 1º de outubro de 2026, Cleitinho relatou ter visto um vídeo de uma audiência sobre a obra. A gravação não foi disponibilizada à reportagem para verificação independente.

O impasse envolve seis comunidades quilombolas na área de influência do projeto, segundo o governo estadual. A licença ambiental prévia foi suspensa pela Justiça Federal em outubro de 2025.

Rodoanel de BH

Na disputa pelo governo mineiro em 2026, o Rodoanel voltou ao debate eleitoral antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. A controvérsia reúne a cobrança por diálogo e os efeitos da suspensão do licenciamento sobre uma obra cujo início estava previsto para 2024.

O que Cleitinho afirmou sobre Simões e o vídeo da audiência

Na fala feita na Fecomércio-MG, Cleitinho disse que a audiência retratada no vídeo teria sido marcada por um atrito entre Mateus Simões e lideranças quilombolas. O candidato afirmou que, sem diálogo com as comunidades, não seria possível resolver a controvérsia em torno do Rodoanel de BH.

A TV Sim Brasil informou que não teve acesso à gravação mencionada pelo senador licenciado e, portanto, não pôde verificar o que aparece nela. A descrição do episódio permanece como uma afirmação de Cleitinho, e a reportagem deixou aberto espaço para manifestação da campanha de Simões.

Cleitinho também afirmou que os recursos para a obra já estariam disponíveis e que o diálogo seria o ponto pendente. Ele já havia cobrado o destravamento do projeto, e, em setembro, candidatos ao governo de Minas divergiram sobre como lidar com o impasse judicial.

Suspensão da licença ambiental e situação do Rodoanel de BH

A suspensão da licença ambiental prévia ocorreu após pedido da Federação das Comunidades Quilombolas de Minas Gerais. O projeto do Rodoanel de BH, com 100,65 quilômetros de extensão, permaneceu sem avanço na etapa de licenciamento.

Ao analisar o caso, a Justiça Federal considerou que a licença havia sido concedida sem participação do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). O juiz também apontou a falta de consulta prevista na Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Em outra ocasião, segundo registro jornalístico citado na reportagem, Simões atribuiu os entraves a comunidades que classificou como “falsamente” quilombolas. A TV Sim Brasil não confirmou essa declaração de forma independente.

O investimento inicial estimado para a obra é de R$ 5 bilhões, com parte dos recursos proveniente do acordo de reparação da Vale após o rompimento da barragem em Brumadinho. Embora o início dos trabalhos estivesse previsto para 2024, não havia nova data marcada para a retomada do licenciamento ambiental.





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