
O governador de Minas Gerais, Mateus Simões, afirmou que o início das obras do Rodoanel da Região Metropolitana de Belo Horizonte depende de uma decisão judicial relacionada à repactuação da mineradora Vale.
Simões adiantou que, caso a Justiça impeça a execução da obra, está disposto a redirecionar os recursos destinados ao Rodoanel para a construção da linha 4 do metrô que ligará Betim a Contagem.
A questão judicial sobre o Rodoanel está conclusa para sentença há mais de 120 dias, e Simões criticou a postura do magistrado responsável pelo caso, que teria se mostrado distante do governo estadual.

A construção do Rodoanel é vista por Simões como uma prioridade para retirada de caminhões da entrada de Sabará, buscando reduzir os riscos nas vias da região.
Dependência da decisão judicial para o Rodoanel
O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), declarou em coletiva de imprensa que o início das obras do Rodoanel da Região Metropolitana de Belo Horizonte está condicionado a uma decisão judicial. A expectativa é que o processo, que está concluso para sentença há mais de 120 dias, seja resolvido, permitindo assim o progresso do projeto. Simões afirmou que instruiu a equipe de transição do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) a buscar uma solução junto à Justiça para acelerar o andamento do projeto.
Durante a coletiva, Simões expressou sua insatisfação com a postura do juiz responsável pelo caso, que, segundo ele, teria indicado que não discutiria mais com o governo até a transição de mandatos. Ele enfatizou que a conclusão do processo seria a alternativa mais lógica para o avanço do Rodoanel.
Possibilidade de redirecionamento de recursos
Simões considerou a possibilidade de redirecionar os recursos que estavam alocados para o Rodoanel para a construção de uma linha do metrô ligando as cidades de Betim a Contagem caso a Justiça impeça a execução da obra. Para ele, a linha do metrô se apresenta como uma solução mais viável, atendendo à região afetada pelo rompimento da barragem em Brumadinho.
Por outro lado, ele descartou a linha 3 do metrô, que contempla a região da Savassi, por não considerar que ela atendesse adequadamente as necessidades da área impactada. O governador destacou que seria uma tarefa difícil conseguir o acordo dos stakeholders envolvidos, como o Ministério Público e a mineradora Vale, mas acredita que a negociação para a linha 4 é mais viável.
Simões reiterou que é fundamental a execução de obras que garantam a segurança e o transporte eficaz na Região Metropolitana, além de falar sobre a importância de energias e ações que ajudem a mitigar os riscos associados ao tráfego intenso na região.